terça-feira, 7 de abril de 2015

Acordo. É terça-feira.


De cara me lembro do filme de ontem à noite. Embora não seja verdade, sinto que não escrevo há anos. Penso na ideia que havia tido; escrever sobre a “segunda de páscoa” e o costume Australiano de transferir os feriados dominicais para a segunda-feira. Mas agora já é terça, não faz mais sentido.

E, mesmo que fizesse, já não gosto mais. Charlie Kaufman me confirmou: Era uma merda. A Dani tinha razão.

Saio da cama e coloco gelo no joelho machucado. O plano é usar esses 20 minutos e tentar ter alguma ideia, mas acabo pegando o celular e lendo notícias do Palmeiras.

Estou atrasado. Termino de me arrumar correndo, dou um beijo na Dani e tenho, ao menos, a decência de me lembrar do caderninho onde rascunharei minha ideia. Assim que tiver uma. Se...

Abro a porta. Chove desde a noite passada. Uma ideia passa rápida pela minha cabeça. Pego pelo rabo. Quase perco.
Talvez devesse ter deixado passar. Talvez seja muito ruim. Talvez. Mas eu gosto.

Na caminhada até o elevador tento amadurecer a ideia enquanto penso na falta que um guarda-chuva faz.

Entro no elevador. Aqui não chove. São 5 longos andares sem os pingos pra desviarem minha atenção. Aproveito ao máximo. Antes de chegar ao térreo decido levar a ideia à diante.

Na rua, ainda chove. Tenho pressa. Preciso de um lugar coberto pra começar a escrever.

O ônibus praticamente me espera chegar. Tenho 5 paradas pra rascunhar tudo. Não dá tempo. Desço no ponto mais perto do restaurante, mas fico nele, protegido da chuva transformada em garoa, escrevendo com pressa.


Ainda não tenho um final. Queria um bom, mas se demorar muito mais não vou ter tempo de cozinhar tudo que preciso para abrir o restaurante. Preciso terminar de qualquer jeito.

Eder.

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